Isso não é um metapoema.
É um paradoxo.
Caro leitor,
Você não sabe
Como é difícil
parir as palavras certas
A rima precisa
O ritmo preciso
O sentimento preciso.
Meus poemas vêm se perdendo
Há mais tempo do que posso contar
Eles se perdem em minhas mãos ocupadas
E nos sentimentos confusos
Que não sei descrever.
Minhas lágrimas escorrem
Minha face se alegra
Me sinto em paz
Mas meu peito pesa.
Isso não é um metapoema.
Porque não é poema algum.
Isso sou eu em mim mesma:
Palavras vazias,
Uma página em branco,
Um vazio absoluto.
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