Dias Ruins - 2016

Quando acordo com o pé esquerdo, atropelando o despontar do dia, tropeçando em meus sapatos e caindo na confusão do cotidiano, tudo o que preciso é um sorriso seu. Não há remédio ou calmante. Só há você.
E então, você me abraça. Eu sinto seu cheiro de roupa limpa. Sinto o cheiro de cidade, que tanto repudio, e que de repente não parece tão ruim assim.
E então, você me beija. Subitamente, não sou capaz de recordar o que a pouco me estressava.
Boca com boca, dente com dente, língua com língua. Nossas mãos se encaixam. E por alguns instantes, o resto do mundo também.



2016


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