22/08/2021

 Ideias que surfam bravamente o marasmo da mente sonolenta. As demandas, as vergonhas, a calmaria que precede o sono. O mundo silencia e só resta eu. Ninguém interfere a respiração pesada e ansiosa, ninguém ri das piadas sem graça, ninguém julga meus anseios. Adormeço.

    Um mundo que me habita domina a cena, invisibilizando tudo aquilo que me circunda. Novas informações são apagadas. Um mundo do antigo toma conta. Reflexos de mim. Reflexos do dia a dia.

      Por vezes, a individualidade que me embala nesses instantes me acompanha após o despertar. O dia a dia se segue e eu só tenho a mim. Os dias se repetem e as noites também. Ao longo da vida, a gente cresce no outro. E eu, nesses últimos tempos, me vejo absolutamente sozinha.


22/08/2021


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