Na casa de vovó, encho o prato três vezes: uma por obrigação, outra por inércia e finalmente, por culpa. "É assim que gosto, meu filho! De saco furado! Come mais!"
Vovó, feliz, não entende
Que ainda saio com fome.
Não tem arroz ou semente
Que alimente
O que me consome.
Não sou saco furado,
sou saco vazio.
Vazio e transbordado.
Esse é o meu nome.
02/05/2019
Nenhum comentário:
Postar um comentário