Café à brasileira - 28/10/2018


      Querido leitor,
      Conto-lhe agora o que vivi hoje na minha mesa de café da manhã:
      Acordei bem cedo, após os sons da cidade começarem a me acordar. Em meus sonhos, havia beijado minhas paixões, reencontrado velhos amigos e tomado incríveis decisões sobre minha carreira profissional. Levantei, é claro, extasiada e de um excelentíssimo humor, como resquícios de meus devaneios noturnos.
      Mas ao sentar na mesa e ligar a televisão, vi que saía uma fumaça verde e amarela do meu copo de café. As brasileiras partículas subiam em círculos. Correndo, correndo, correndo, ficavam tontamente nacionalistas. E quanto mais o vento soprava, mais dispersas elas ficavam. Achei incrível observar o movimento delas: sempre em círculos, sempre se chocando, querendo ocupar todo o espaço da sala de estar. Sempre seguindo uma ordem inconsciente naquela aparente aleatoriedade. Não importa o que aconteça, elas sempre mantêm o padrão, sem nunca preocuparem-se em realmente observar o...
Meu Deus, perdoem-me. Não há porquê divagar sobre a fumaças coloridas e xícaras quaisquer. O querídissimo leitor com certeza possui atividades mais interessantes. Dito o meu perdão, me calarei e simplesmente darei um gole no meu café amargo.

28/10/2018


    Nenhum comentário:

    Postar um comentário